Quantos anos para se formar,
quanta luta.
O fim no meio do caminho,
a ousadia de andar sozinho,
a liberdade de abraçar a briza,
beijar a noite e amar a terra.
A dignidade de enfrentar a dúvida,
a coragem de enfrentar perigos,
o trabalho pra pagar a dívida,
a renúncia ao ócio e ao lazer.
O adiamento dos velhos anseios
na esperança de um porvir feliz.
Há que se minar a seiva,
há que se podar a árvore,
cortar os galhos e aparar de vez
toda a ramificação.
Há que se extinguir a sombra,
extirpar raízes e limpar a terra
para que viceje a boa plantação.
A erradicação da planta daninha,
o cercear de atalhos
dos que não contemplam
as regras do jogo
e o respeito mútuo
da vida em comum.
Tolher os passos, medir o compasso,
escolher os líderes com lucidez.
Olhar o passado, decidir o futuro,
não votar no escuro,
aproveitar a vez.
Podar os galhos,
exaurir a seiva,
alimentar a terra
de adubo sadio.
Tomar o espaço,
sem deixar aberto
o caminho incerto
e o espaço vazio.
Extirpar o mal,
cortar plantas daninhas,
não deixar a sombra
dominar a terra.
Controlar o solo, cultivar o trigo,
separar os seixos
e botar nos eixos
toda uma nação.
Isso é o que se espera
de uma geração de homens:
dominar o espaço
e conduzir o mundo,
sem submissão aos donos do poder,
senhores do espaço
e donos do destino.
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