Nunca mais te vi,
nem mesmo quando,
solitários,
meus olhos sacudiram a tarde.
Horas cinzas de maio,
de aparência esquiva,
nômade qualquer,
minha pátria nasce em ti
e sobre ti se deita meu destino.
Depois da chuva,
unicamente,
quando os fios esparsos
de cada ausência
romperem o tempo
e a prece mais atenta
gritar teu nome.
Muros de ontem,
não importa o aço,
ferro ou argila,
se de porto ou de exílio.
Quantas vezes
não me debrucei
em teu crepúsculo
para pintar teu sorriso
quando choravas.
(do poeta Otávio Roggiero )
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