O adiamento
Empurra a vida para o alvo distante
Do logo mais
Que acena incerto
Além do horizonte.
Na caverna do amanhã ,
O dragão do fim
Cerra os dentes
À espera dos que deixam
Tudo para depois.
Os falsos olhos do dragão
Lançam raios de esperança
Na alma dos indecisos.
Ah! se todos vissem o nada
Que se oculta faminto
Po trás das pupilas
Do dragão do amanhã...
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