Quanta fé neutralizada
pelos filhos do nada.
Quantos pais, quantas mães
que ora oram contritos
pelos filhos aflitos, pelos reféns do vício.
Quanta esperança vã,
quanta lágrima de irmã
que reza com tanta fé
enquanto os filhos da sombra
manipulam no escuro
e assombram, e corrompem
invadem a privacidade
e grassam pela cidade
ao arrepio da lei.
Quanta lágrima perdida
quanta vida interrompida
e quanta impunidade...
Quanto caminho sem volta,
quanta tristeza e revolta,
quanto beco sem saída.
Quanta viagem interrompida
antes do ponto final!

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